sábado, 26 de febrero de 2011
Arca de Noé
"- Adorava fumar uma a curtir a Southern Cross.
- O que é isso? Uma organização não-governamental? -quis certificar-se Birgiitt.
- Estás-te a passar! É uma constelação que só consegues ver no hemisfério sul! É por
causa dela que a bandeira portuguesa tem cinco quinas!
- Uau!
- Mas Saturno também me dá tesão, deve ser por causa dos anéis.
Evidente que versaram matérias suplementares, mas não demasiadas, foi também nessa madrugada que se percebeu que o Zé Manel se iria chamar "Manu" daqui para a frente, escapatória não havia:
- Me gusta marihuana, me gustas tu... Me gusta marihuana, me gustas tu...
Mesmo sendo o êxito daquele Verão finimilenar, a cantilena não desenvolvia, não passava dali, Birgitt dera o mote e assim ficariam pedrados a ver a espuma das ondas, a Lua encarregava-se de a iluminar. Mais un dia e estaria cheia, cenário ideal para, na sua trip vicentina, Manu fantasiar con um tsunami, com um vagalhão que engolisse não só o rectângulo como o resto do planeta, e que num pestanejar fôssemos todos àgua, até porque foi ali que se multiplicou a vida, da primeira célula, pois."
Livro: "Terra Java"
Autor: João Lopes Marques
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Como "fan" de Lindbergh e o autor, estou curioso para ler Terra Java e Ibériana. Vale a pena estudar português :)))
ResponderEliminarVale muito a pena mesmo :-)
ResponderEliminarAinda não partilhei aqui nenhúm excerto de Iberiana (só quando estar nas livrarias) mas sei que vai espantar o mundo :-D