"Chamada ao tribunal, a Memória pôs-se a evocar as esperanças, os desejos, os sentimentos com que eu me deleitava desde a noite anterior e o estado de espírito em que vivía há quase quinze dias; quando chegou a vez da Razão, esta, com a voz serena, fez uma narração muito simples, em que explicava como eu havia desprezado a realidade, para me embriagar do ideal. Então eu lavrei a seguinte sentença:
Nunca, sob a rosa do sol, houvera maior insensata que Jane Eyre; nunca mais fantástica idiota se deixara embalar por mais doces mentiras, ingerindo veneno como se fosse néctar."
Livro: Jane Eyre
Autor: Charlotte Brontë
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