" - Mas, o meio?... o meio? -disse Fernando.
- Ainda o não achou?
- Não; isso é consigo.
- É verdade -tornou Danglars- os franceses têm sobre os espanhóis essa superioridade: os espanhóis reflectem, e os franceses inventam.
- Pois então invente -disse Fernando com impaciência.
- Tragam papel, pena e tinta! -gritou Danglars.
- Papel, pena e tinta! -exclamou Fernando.
- Aqui tem -disse o criado, trazendo o que fora pedido.
- Quando penso -disse Caderousse, deixando cair a mão no papel- que aqui está quanto basta para matar um homem com maior certeza do que se o esperassem no meio dum bosque para o assassinar!... Sempre tive mais medo duma pena, dum frasco de tinta e duma folha de papel, do que duma espada ou duma pistola.
- O manganão não está tão bêbado como parece -disse Danglars.- Deite-lhe mais vinho, Fernando."
- Ainda o não achou?
- Não; isso é consigo.
- É verdade -tornou Danglars- os franceses têm sobre os espanhóis essa superioridade: os espanhóis reflectem, e os franceses inventam.
- Pois então invente -disse Fernando com impaciência.
- Tragam papel, pena e tinta! -gritou Danglars.
- Papel, pena e tinta! -exclamou Fernando.
- Aqui tem -disse o criado, trazendo o que fora pedido.
- Quando penso -disse Caderousse, deixando cair a mão no papel- que aqui está quanto basta para matar um homem com maior certeza do que se o esperassem no meio dum bosque para o assassinar!... Sempre tive mais medo duma pena, dum frasco de tinta e duma folha de papel, do que duma espada ou duma pistola.
- O manganão não está tão bêbado como parece -disse Danglars.- Deite-lhe mais vinho, Fernando."
Livro: O conde de Monte Cristo
Autor: Alexandre Dumas

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